Keep Calm!




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Comunicação FEMERJ

2011 foi um ano duro e de grandes desafios na FEMERJ.

Há exatamente um ano (3/1/2011) ocorreu o grave acidente com Bernardo Collares, então Presidente da FEMERJ, quando escalava o Fitz Roy (Patagônia, Argentina). Bernado viveu intensamente, lutava pelos direitos dos montanhistas, representava como ninguém os valores da montanha, escalava por todos os cantos do Brasil e com um carisma único, conquistou montanhas “impossíveis”, fossem elas de pedra ou os desafios diários na FEMERJ e CBME.

A perda de Bernardo foi sentida por muitos no Brasil. Para muitos de nós perdeu-se um amigo querido, para a FEMERJ o “eterno presidente” e o montanhismo brasileiro perdeu uma pessoa que esteve na liderança da organização e trabalhando pela união dos montanhistas nos últimos 10 anos.

A diretoria da FEMERJ abraçou o desafio de seguir seu trabalho com coragem e dedicação. Foi um período de reestruturação, para se adequar a nova e difícil realidade. Em um ano de muito aprendizado, a FEMERJ buscou superar a perda e continuou o exemplo dado por Bernardo, representando os montanhistas perante a sociedade, lutando por seus interesses e defendendo seus direitos (veja mais sobre as realizações da FEMERJ em 2011 em:

Essa é nossa maior homenagem ao homem, ao montanhista e ao amigo Bernardo.

Berna se foi, mas seu legado de coragem, companheirismo, união e bondade continua.

Fica aqui nossa lembrança e homenagem ao nosso “Eterno Presidente”.

Complementamos que, em parceria com o INEA, a FEMERJ está trabalhando na elaboração do projeto do Museu do Montanhismo, que será denominado Museu Bernado Collares Arantes, sendo instalado no futuro centro de visitantes da subsede Nova Friburgo do Parque Estadual dos Três Picos.

Saudades infinitas,
Diretoria da FEMERJ

(…e que saudade do amigo…)

ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA A 11ª MOSTRA INTERNACIONAL DE FILMES DE MONTANHA

Estão abertas as inscrições para a Mostra Competitiva da 11ª Mostra Internacional de Filmes de Montanha, que acontecerá em novembro na capital carioca.

Podem participar da mostra competitiva curtas e média-metragens de filmes de natureza, esportes e cultura de montanha, em Mini DV, DVCAM e 35mm. Filmes de ficção, documentário, animação ou experimental.

A mostra de filmes de montanha é o mais importante festival do segmento no Brasil. Além de exibir filmes atuais e antigos, nacionais e estrangeiros, traz ainda exposição fotográfica, lançamento de livros e uma oficina de cinema de montanha voltada à produção nacional de filmes de montanha.

As inscrições ficarão abertas até o dia 29 de agosto. Participem!

A escolha dos vencedores será realizada por um júri formado por esportistas, fotógrafos e diretores previamente selecionados pela organização da Mostra. Serão premiados com o troféu Corcovado os melhores nas seguintes categorias: Filme, diretor, fotografia e montagem.

O regulamento e a ficha de inscrição podem ser acessados pelo site:
http://www.filmesdemontanha.com.br

Retorno

Olá amigos!
Muito tempo que eu não passava por aqui. Especificamente, desde a morte do Bernardo, meu grande amigo; que me abalou profundamente :((
Percebi que não sei lidar com a morte. Com nenhum tipo de perda. E já tive várias… Como todos! Mas, me mata um pouco…
E Isso foi somente um desabafo…
Estou voltando. O blog está de volta!

Começou a temporada de montanhismo = muita escalada!!
Tenho uma bike nova, linda, pra me meter nas trilhas.
Uma casinha no (meu) paraíso. E estou desfrutando muito.

Vida q segue!

“minh’ alma soh teme o Rei dos reis”

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LUTO

COMUNICADO

Desde ontem, dia 5 de janeiro, a imprensa brasileira e argentina vêm noticiando o acidente sofrido com o presidente da Federação de Montanhismo do Rio de Janeiro (Femerj), nosso querido amigo Bernardo Collares, enquanto escalava o Fitz Roy, uma das montanhas mais desafiadoras do planeta, localizado no Sul da Patagônia, uma região com um dos climas mais severos e inconstantes que pode haver.

Um assunto como este, evidentemente, desperta um grande interesse no público em geral, motivo pelo qual a grande mídia vem dando tanto destaque ao ocorrido. Entretanto, por o montanhismo e a escalada em rocha envolverem muitas questões técnicas, é natural que alguns equívocos ocorram, por parte do grande público, na compreensão do que realmente aconteceu. Para tentar colaborar para um melhor entendimento, é importante ressaltar algumas questões.

Bernardo Collares e Kika Bradford formavam uma das duplas mais fortes do montanhismo em atividade no Brasil, tanto pela larga experiência individual, quanto pelo entrosamento conseguido em dezenas de escaladas juntos no Brasil e no exterior. Entre a comunidade de montanha não há a menor dúvida que as decisões tomadas por qualquer um dos dois seriam sempre as mais apropriadas em qualquer situação de acidente. Ambos, como guias federados de montanha, com todos os cursos possíveis no assunto e mais de década de experiência, seriam as pessoas que qualquer montanhista ficaria aliviado em dividir uma cordada em situação de risco. Ambos já demonstraram em muitas oportunidades serem pessoas competentes, capacitadas, solidárias, generosas e queridas. São, ainda, pessoas treinadas para agirem com o máximo de racionalidade em situações de estresse e perigo, pois isso pode, literalmente, fazer a diferença entre a vida e a morte.

Quando o acidente com os nossos amigos chegou ao conhecimento da comunidade de montanha, causou uma grande comoção, tanto por conta do que ocorreu com Bernardo, como pelo que ocorreu com Kika, que teve que tomar uma das decisões mais difíceis que um ser humano poderia enfrentar. A seu lado, seu grande amigo ferido, sangrando e sem conseguir se mexer. Abaixo, 50 rapéis até a base da montanha e dois dias de caminhada até o encontro com os companheiros que ficaram em El Chalten. Se em condições normais esse retorno já se mostraria muito exigente e viável somente a poucos suficientemente preparados como ela, fazê-lo carregando alguém maior e mais pesado que ela seria algo completamente fora de cogitação no paredão vertical de quase dois mil metros de pedras soltas e ventos que levantam as pessoas do chão.

Todos que conhecem minimamente os fundamentos do montanhismo e a região não possuem a menor dúvida a esse respeito. Felizmente a Kika, forte e determinada como ela só, conseguiu retornar para informar do ocorrido, depois de viver momentos dramáticos no longo trajeto. Ela agora se recupera das feridas físicas e, principalmente, emocionais, contando com o apoio e solidariedade de todos.

Diretoria da FEMERJ